Falar besteiras, beber, abraçar pessoas, sorrir e depois rir dos problemas, persistir, se achar um máximo, se sentir revolucionária... Se eu morresse hoje, morreria feliz...
Sim, esse ainda é a Maite, mas uma Maite diferente, ainda depressiva tem horas, rancorosa, boba, metida a intelectual, sim sou ainda a mesma, mas agora descobri que me desvinculei de um amor, graças a outro, que é tão doentil quanto o primeiro, mas com um porém: ele é real. Nesse fim de semana lidei com duvidas, expus e impus sentimentos e sentidos, e nesse alvoroço de confusão, o clima resumiu minha noite e meus temperamentos como ninguem, ou nada, jamais o fez. No dia em que a introspecção me fez rude e triste me voltei a mim mesma, ele, o clima, esfriava, e tudo era solidão, frio e abandono. Mas quando a esperança irradiava de meu ser e tudo se mostrava azul, o tempo se abria, e vinculado a ele sorria. As depressões alcançaram 5 graus de temperatura, e as noites pareciam não ter fim, Roxette resumia em suas canções toda uma angustia existencial e Cazuza resumia todo um potencial e uma necessidade de "te ganhar ou perder sem engano" quase vital. E lidei comigo, com ele, com ele e com elas. E resgatei no fundo daqueles olhos penetrantes a minha mais incessante busca: a aceitação. Eu perdi esta batalha, não ganhei, mas quanto ao tempo, dele me desvinculei e agora faz frio, mas não aqui dentro. Este, eu sei, ainda será meu inverno pessoal mais rigoroso, e sei que vou sofrer, mas agora, pelo menos, é real. No frio que faz aqui dentro, algo irradia, e que isso transpareça em meu olhar, que por hora não se abate...
E lutará para que continue assim... Obrigado por me emprestar seus olhos...
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