sábado, 19 de julho de 2008

Flor e Rosa...


Flor e Rosa...

"Não havia música. Não existiam falas prontas, tampouco ações racionalmente e milimetricamente desenvolvidas. Tudo se resumia aos dois, e somente a eles. A pele branca, lisa como rosa, as veias, que não desmentiam a questão existencial pelo qual o sangue novo fluía, as mãos sempre inquietas e faceiras, os pés que é a angustia de todo anjo e principalmente o olhar. Tudo isso era belo, e o clima, frio vento de inverno, era agora a chave de tanto mistério. O toque era leve e inexistia praticamente. A todo momento a fria face de um por sobre a fria face do outro. A mão, nos poucos segundos de racionalidade, sabia o que aquecer. O cheiro de flor traduzindo a roupa limpa, o cabelo molhado e o beijo. Somente isso..."

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