quarta-feira, 21 de maio de 2008



Simplesmente, eu te amo...


Como seria fácil olhar naqueles olhos e simplesmente dizer "eu te amo"... Como seria tranquilo acordar de manhã com o telefone tocando e ouvir uma voz ancunciando saudades. O amor tem horas é a mais dura das prisões. Já convivi com a morte, já visitei e acompanhei o processo de pessoas infermas, já rezei, chorei, brinquei, amei e odiei. Já cortei meus dedos e esfolei os joelhos, já toquei algum instrumento, já chorei, já sorri, jé escrevi cartas, já durmi cedo, já durmi tarde, já perdi noites de sono por estar doente, já corri em parques, já vomitei, já estive apertada para ir ao banheiro, já aluguei filmes sem ter dinheiro para pagar, já ganhei inumeros video-games, já joguei inumeros joguinhos, já briguei, já bati, já apanhei, já vi pessoas mortas e vivas, solitárias e atiradas, já disse palavrões, já fui inconveniente, já fui um máximo, já fui aplaudida e vaiada...
Mas amar, de verdade, algo real e concreto, isso nunca, e na realidade da vida, esse parece ser o único sentimento que me falta para ser, ou pelo menos me sentir, completa. Tudo em si é consequencia da vida e se amar também o é, porque eu não consigo viver esse sentimento com intensidade? Se todos conseguem, porque eu não consigo, poxa! A quem vá me dizer que eu sou sensível demais, que tenho que procurar um lado meu que desconheço, o lado "atirada"... A quem diga que assim sou perfeita e que tudo leva tempo, para alguns mais, para outros menos, mas tudo tudo leva. E por fim a quem não vá dizer nada porque desconhece o martírio que é amar. Um dia me disseram assim: "Maite, deixe-se amar, você é a responsável por sua solidão"... E eu me calei, dizer o que? Eu, só sei esperar...



Complemento...


Quando palavras nos faltam, os românticos apelam para as cartas, que ridiculas como elas só, se fazem presentes e anunciam, por antecipação, que alguem ama...


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