sexta-feira, 30 de julho de 2010

As ondas se chocando nas pedras,água no vão das taboas,o vento forte sobrando nervoso.Meus cabelos dançando ao ar, o frio da madrugada escura com o qual estava arrepiada,o cheiro do mar e eu sentada ai no meio das taboas,entre o doce e o salgado,olhando toda aquela fúria.Tantas coisas se passavam dentro de mim,conflitos que se aglomeraram ali por anos e anos naquele momento estavam partindo,lagrimas se misturavam com a pouca garoa que caia,mas um sorriso no rosto,meio enferrujado ainda mas verdadeiro.
Uma mistura de despedida,tristeza,paz e uma grande alegria.
Eu sozinha naquela noite,esgotando cada força,medo e angustia.
O sol nascer o cansaço abatido em minha aparencia o retorno para casa.


Como pode tudo isso acontecer..
Aos poucos a intimidade... a vontade de estar junto cada dia mais..sentir falta qndo ñ aparece, uma amizade que nasce..


Complemento : Ok não consigo descrever tudo isso.


Musica:

Dois Barcos - Los Hermanos

Quem bater primeira dobra do mar
Dá de lá bandeira qualquer
Aponta pra fé e rema

É, pode ser que a maré não vire
Pode ser do vento vir contra o cais
E se já não sinto teus sinais
Pode ser da vida acostumar

Será, Morena?
Sobre estar só, eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?

Doce o mar, perdeu no meu cantar

Só eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais
O acaso a se esconder
E agora o amanhã, cadê?

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