quinta-feira, 23 de maio de 2013

Confesso

"“Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo. Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso."


Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Doce da Tristeza


A sensação momentânea de liberdade de ser de todo mundo e todo mundo ser meu também é algo maravilho naquele momento, porém hoje vejo o quanto me deprimi o quanto aquela não sou eu, o quanto venho vestindo uma mascará que não se encaixa em meu rosto.Estar um degrau abaixo da insanidade, flutuar, rir, rir, dançar, não me importar, tacar um foda-se na vida, ser irresponsável.
Sinto-me mal hoje, tenho me distraído, estou indecisa, confusa, mas é diferente agora, pois tenho a necessidade de por meus pés novamente no chão, estou carente, carente de um abraço verdadeiro, de um sorriso sincero, de um amor não só de uma noite, mas de um companheiro em meu lado. Mas não posso cobrar isso de ninguém além de mim mesma. Vem doendo cada vez mais, e a dor que sinto é por mim .
Sei que tenho muitas pessoas que se importam comigo ao meu lado, sinto-me entre uma multidão, mas ao mesmo tempo a solidão toma conta cada vez mais de mim, sinto medo do buraco negro, já estive lá, conheci mto bem aquele poço e não quero voltar, mas a cada dia sinto-me em uma areia movediça onde só eu posso me tirar, mas vejo cada vez mais me afundado, e me sufocando, me iludindo com uma realidade que não existe, misturando conto de fadas com a vida real, fantasias de um romance, um final feliz, que neste mundo cada dia mais devo desacreditar, quero um romance, quero poder ser a pessoa romântica que sempre fui que vejo se perdendo dentro de mim, não sei mais como agir perto da pessoa que gosto, cultivo o apego e o desapego na mesma proporção, quero ser cativada, quero ser seduzida, quero um amor de verdade.