quinta-feira, 30 de abril de 2009

Cansada


O mundo perfeito existe (pelo menos nos meus sonhos)! Um mundo onde existe respeito pela vida, onde existem alguns valores muitas vezes esquecidos como a amizade, a fidelidade, a sinceridade, o companheirismo e se calhar a base disto tudo, saber ouvir e a paciência! Onde nós, mulheres, somos respeitadas e valorizadas!
Onde somos todos IGUAIS!

"Pra tudo precisamos de alguém, não pra nos mostrar o que fazer, mas sim para nos ajudar quando os pés já não agüentam mais, para nos segurar quando a vontade de chorar é maior que a vontade de sorrir ou só pra deixar o caminho menos solitário e mais feliz. Ninguém consegue algo sozinho, sempre temos a ajuda de outras pessoas seja direta ou indiretamente. Somos nós quem deve tomar as decisões e escolher o que é melhor para nós, mas as pessoas que encontramos em nosso caminho nos ajudam com suas opiniões e caráter a formar a nossa personalidade. Então viva as pessoas que fazem parte da vida de alguém, viva aos que sabem do valor de uma amizade e do poder que tem em estar vivo e em comunhão com o mundo.”

ps: esse textinhu é para a pessoa que mais ano neste mundo...VI vc é meu tudo

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sensações



A saudade que sinto de ti dói... nao te ver, tocar, saber de vc... tudo isso dói.
Mas essa noite foi feliz...tive insonia, mas uma insonia ocupada por pensamentos bons,
por cheiros grudados em mim... aaaaah, que bom!
E o porque disso tudo? Eu te vi... se soubesses a sensação boa que me traz a tua presença...
um arrepio, um aperto no peito, mas um aperto gostoso ...
tudo à nossa volta desaparece, o chão sobre nossos pés some...
e ficamos nós, apenas eu e vc, perdidos em um abraço bom, entre beijos cheios de saudades.
Sinto todo o teu perfume, nao quero desperdiçá-lo... aperto vc com o maximo das minhas forças,
nao quero te deixar fugir...acaricio seu rosto, sinto o seu cabelo... fico bem quietinha,
ouvindo o teu silencio, se misturar com o meu... as batidas do teu coração,
compassada com as batidas do meu...
Desabafo meus medos, ouço suas saudades, e assim, desse jeito, o tempo voa...
e a hora de partir chega, e o coração começa a dizer adeus... ate nao se sabe quando...
mais um periodo de saudades, incertezas...
Mas, apesar de "todos serem contra, eu sou louca...alucinada por ele...
Queria que tivesse sido diferente.queria poder ter ele aqui na minha cama...
na minha casa agora,,cuidar com todo carinho do mundo dele.. só isso."

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Reencontro..


E eis que...
No meio de tanta dor, confusão, estranheza, deste meu mundo que encolheu.
Reencontro uma pessoa há muito perdida.
A história é antiga, e estava guardada naquela gaveta de "coisas que não sabemos onde arrumar".
Eu meio que fiquei sem saber como agir,o que falar.
Eu que nunca fui tímida estava corada de vergonha.
O Porque?? Eu também não sei.Só sei que foi muito estranho voltar ao passado.
E reencontrar uma ferida que ainda esta cicatrizando.
Pecebi o quanto mudei.
O quanto meus sentimentos mudaram,como aprendi a controla-los.
Mas ainda tenho as duvidas de como tudo acabou.
Numa altura em que choro por tudo e por nada, e que mesmo quando choro por nada, sei que choro por tudo.
Choro pelo que fizemos juntos e pelo tanto que nos faltava fazer, pelo que rimos e pelo que nos faltava rir...
Numa altura em que perdi um pouco de mim!
Reencontro um bocadinho de mim que se tinha escondido.
Tenho esperança de entender.

Complemento:
"People always leave...
But sometimes they come back..."

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Não quero Dizer Adeus...



Não sei se depois de ti ficou dor, tristeza, revolta, mágoa, vazio, memória, saudade ou um amor maior... não sei.O que sei é que se passa um ano depois do outro, carregado de horas que se estendem e se dividem por minutos e segundos. E não há um dia que não lembre de ti. Um que seja...
Creio que depois de ti nada mais foi igual. Fazes-me falta, sabes?Sinto-te a falta quando queria apenas que estivesses aqui. Quando sei que não estás.Talvez por ti sinta todas as outras perdas como facas que se me espetam no peito e não me deixam respirar... que me deixam todas estas marcas, que cicatrizam devagar. Perdi-te... e não queria perder mais ninguem. Não que alguem substitua o teu amor, vê se me entendes, mas para me sentir amada. Alguem que gostasse de verdade de mim e permanecesse. Tu foste embora, todos vão embora... como se não me fosse permitido ter perto de mim alguem que eu ame...Não sei se haverá uma forma certa de amar, a mim, parece-me que amo sempre da forma errada.É que as pessoas partem mas os sentimentos continuam em mim, invioláveis, intocáveis...como este amor que tenho por ti. Que me faz chorar mas nunca me faz sentir que é em vão.
Perder-te foi perder uma parte de mim. Perder-te foi arrastar o sofrimento pela vida, mas tornar-me tambem numa pessoa melhor. Parece-te estranho?, por vezes a mim tambem.Hoje posso ser mais frágil mas tambem muito mais corajosa. Afinal, perdi-te e segui viagem mesmo carregada de uma angustia que não larga o peito. Sobrevivi...significa que irei caminhar de cabeça erguida apesar de todas as outras perdas que possa sentir. Mas apesar de tudo, hoje, sou capaz de amar de uma forma muito mais intensa. Talvez porque foi preciso que um alicerce desabasse na minha vida para entender que há coisas que não podem ser feitas nem ditas amanhã. Porque foi preciso perder-te para perceber que de repente tudo perde o sentido nesta vida tão fugaz. Que de nada vale guardar sentimentos, nem esconder a vontade de voar... Num segundo, fica nada. E pior que isso, um nada que já não podemos mudar.
Quando chega o momento do fim, custa dizer a palavra, sabes?Só porque estamos a ditar um terminar no tempo. E fica tanto tempo, não achas?, fica tão longe, uma distância que não nos cabe no peito... estamos a declarar que não haverá mais nada, estamos a querer acreditar que ao dizê-la tudo fique mais simples, mais fácil de esquecer. Mas não fica... porque nunca aceitamos o fim de algo que amamos.Não dizemos a palavra porque nos dói, cá por dentro.
Aprendemos a viver sem a dizer, a que magoa, a que fere, a que nos faz mal.Como naquela noite em que te toquei as mãos já tão frias e se deu um nó na minha garganta e as lágrimas a transbordarem-me dos olhos por não querer aceitar, o chão a fugir-me dos pés, o coração espalmado por um sofrimento que não se consegue explicar...por não querer perder-te, por não admitir que te fosses embora assim, sem me olhares nos olhos enquanto te dizia que te amo.Ficou tudo suspenso... e por isso não te consegui dizer a palavra que ainda hoje arrasto comigo. Naquela noite não tive coragem para a dizer. Sabia que não te veria mais, mas mesmo assim, não fui capaz. E hoje tambem não o vou fazer...
Porque se te disser Adeus Marcely... é como se deixasse de te sentir sempre por aqui perto, a espreitares-me pelas esquinas da vida, sorrindo-me como se me falasses e dissesses que sim, que sabes que te amo...

terça-feira, 21 de abril de 2009


Dizem que deixamos este mundo da mesma maneira que chegamos nele.
Nus e sozinhos
Então, se partimos sem nada, o que mede a vida?
É definido pelas pessoas que escolhemos amar?
Ou a vida é simplesmente medida por nossas conquistas?
E se falharmos? Ou nunca amarmos de verdade?
O que acontece? Será que podemos medí-la?
Ou o desespero silencioso da perda de uma vida,
que nos leva à loucura.

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…
Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que a gente experimenta pela ausência das
pessoas que a gente ama e que não podem mais voltar…
Isto é saudade! Solidão não é o retiro voluntário a que, muitas vezes,
sem saber, a gente acaba se impondo só para realinhar os pensamentos…
Isto é equilíbrio. Não é aquela pausa obrigatória que o destino manda compulsoriamente,
para que reveja a nossa vida… Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado…
Isto é apenas uma circunstância. Solidão é muito mais que isto…
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos.
E procuramos, em vão, pela nossa alma!
Chico Buarque

Falar o que de hoje???
tudo esta escuro e confuso..meus atos estão sendo julgados..
e em certos pontos... todos tem razão...
eu sendo precipitada...acabo errado novamente...
hoje mais que nunca queria fechar meus olhos...
e não esperar o amanhã..
sem mais,...
ao sairem apaguem a luz

quinta-feira, 2 de abril de 2009

À DISTANCIA

Quem nunca namorou de longe, não vai conseguir entender metade do que eu vou escrever, porque só quem já passou por essa experiência sabe o quanto ela é difícil. Mesmo assim vou tentar explicar, para todas as vezes que vocês se depararem com alguém reclamando da ausência do namorado, não começarem com as manjadas frases que não fazem nada pela pessoa solitária: “Ah, mas pelo menos quando vocês se encontram tudo é festa, nem tem tempo pra brigar.” Ou: “O tempo está passando rapidinho, logo o próximo feriado chega.” Ou ainda: “É bom que no período que ele está longe você pode curtir com os amigos.”
Só quem namora à distância sabe o quanto essas frases são mentirosas. O tempo não está passando rapidinho, pode até passar pra quem está com o namorado do lado, podendo ir com ele ao cinema em plena quarta-feira, mas pra quem conta cada dia para o próximo encontro, o tempo custa a passar. Chega o Natal, mas não chega o fim-de-semana. E quando finalmente ele chega, aí sim, o tempo voa. E lá vamos nós, voltar para a contagem regressiva até a próxima vez.
Quem namora (não só à distância) sabe que sair com os amigos quando se tem namorado não é nem de longe tão divertido quanto sair com os amigos na condição de solteira. Primeiro, porque os amigos se dividem em dois grupos: solteiros e casais. Os solteiros geralmente saem para paquerar. E os casais não querem saber de vela (a não ser que sejam outros casais). Ou seja: quem namora e não tem o namorado por perto é um pária da sociedade, um excluído. Eu, por exemplo, não gosto de segurar vela. E nem acho graça paquerar outras pessoas.
Só quem tem que namorar pelo telefone sabe que essa história de ter menos brigas por causa da distância é pura ilusão de quem nunca passou por essa situação. A quilometragem que separa um casal é diretamente proporcional à quantidade de ciúme. Você, toda bem intencionada, confia no seu namorado, acredita que ele está lá tomando um choppinho com os amigos e sentindo tanto a sua falta quando você está dele. Até que chega a sua amiga e te diz que ele, com certeza, está na gandaia, que é pra você abrir o olho. Vem o cara que te paquera no barzinho (naquela tentativa que você fez de sair com a amiga solteira) e te pergunta – quando você diz pra ele cair fora porque é comprometida – se você sabe o que o seu namorado está fazendo naquele minuto. Chega o seu amigo que já passou por essa situação e manda você fazer marcação cerrada, porque homem é tudo igual e quando bebe esquece do estado-civil. É difícil, depois desse bombardeio, a confiança ficar intacta, ainda mais se você telefona pra provar que todo mundo está enganado e o celular dele cai na caixa-postal... Acabamos gastando o precioso tempo dos encontros discutindo a relação enquanto poderíamos estar repondo o tempo perdido.
Quem passa a maioria dos dias longe do namorado sabe como é chata a condição de se ter que ir embora bem na melhor parte. Porque é assim: depois de separados por um período, não é a mesma coisa se encontrar como se vocês tivessem se visto na noite anterior. O reconhecimento demanda um tempo. Você estranha a pessoa um pouco. Vários pensamentos vêm à cabeça: “Que blusa nova é essa?”, “Da última vez ele não estava de cavanhaque.”, “Que gíria diferente é essa que ele aprendeu a usar?” Coisinhas bobas, que quem convive no dia-a-dia não tem que passar, pois sabe de quem ele pegou a gíria, acompanhou o crescimento do cavanhaque, ajudou ele a comprar a blusa.
Você demora um tempinho, mas acaba se acostumando e até gostando das novidades. Então, bem nesse momento, você olha o calendário e vê que já vai embora amanhã. No próximo encontro outras novidades terão tomado lugar dessas que você já conhece e lá vai você passar por outra adaptação.
Só quem namora à distância sabe o quanto é difícil uma despedida. Ele pode viajar por apenas três dias. Se vocês estivessem na mesma cidade, poderia ser até que nem se encontrassem nesse período, mas pelo menos vocês tinham a certeza de estar ali, a poucos minutos de distância. Mas basta que ele feche a mochila que o seu coração se fecha também... é que os momentos passados juntos são tão valiosos que dá medo se separar. Medo do ônibus, da estrada, do destino.
Quem passa a maioria dos dias sem o namorado perto sabe como é fria a cama na segunda-feira posterior a um fim de semana passado juntos. Dá uma tristeza sem fim olhar para o lado e deparar com aquele espaço imenso que ele deixou. Só resta abraçar cachorro de pelúcia sonhar com o próximo encontro, torcendo para que ele venha logo e dure mais.Só quem namora assim, de longe, sabe que mesmo com todas essas dificuldades, o amor compensa. Porque quando o namorado chega, o mundo fica mais colorido. Os poucos momentos são tão intensos que se estocam na memória, nos abastecendo até a próxima dose. E só quem namora desse jeito sabe o quanto é bom ter a esperança de que um dia aquela distância encurtará de vez e os encontros não terão prazo, necessidade e nem vontade de acabar...